sexta-feira, 11 de abril de 2014

Estórias

Prezado público leitor do PALIgAP, volto a me desculpar por ainda não achar a melhor maneira
para que todos consigam postar seus “comments”. Enquanto isso, recebi email de um amigo de iniciais S.M. (não é “sado-masoquista”, mas talvez seja quase isso: outro palmeirense!!), que terminava assim:
 
De qualquer forma, esta leitura tardia serviu para me colocar a par do que você escreve sobre música, em especial dos discos de vinil, os quais ainda considero objeto de fetiche e paixão. Vou acompanhar agora suas crônicas e aprender um pouquinho mais sobre música e suas histórias, às vezes mais interessantes do que o próprio conteúdo do disco.”
 
Respondi agradecendo, e a tréplica veio assim: “Acho que na próxima geração já não haverá mais discos, CDs ou mesmo obras completas de cada autor, apenas músicas, sem ficha técnica ou histórias para serem contadas! Pelo menos ainda tentamos dar uma sobrevida a estas histórias tão ricas.”
 
Estou publicando esse comentário do S.M. primeiramente pela razão óbvia de que apreciei os elogios ao blog, mas, além de tudo pelos trechos que estou sublinhando.
 
A maior parte da última frase do S.M. já tem sido objeto de debate com meus amigos disqueiros, e há até aqueles que são a favor de que, num futuro próximo, “não haja mais discos, CDs ou mesmo obras completas de cada autor, apenas músicas”.
 
Vamos pensar mais seriamente como fica essa questão “das histórias”... ou "estórias".
 
 

 
 



 

 
 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Sgt. Stereophonic's Club Band versus Their Monophonic Request

Quando o primeiro disco do Steppenwolf foi lançado, em 1968, houve até críticos americanos que achavam que o título do album era Stereophonic Steppenwolf, tão grandes eram os dizeres na capa destinados a essa informação técnica.
O PALIgAP orgulhosamente proporciona uma Mystery Tour por diversas edições do mesmo LP:
 
Primeira edição stereo, capa metalizada.

 
Segunda edição stereo, ainda com capa metalizada, mas acrescentaram um feioso retângulo "destacando Born To Be Wild"! 

 
Outra edição, a capa deixa de ser metalizada, em compensação o logo BTBW desaparece.
Essa foto que caçamos na internet provavelmente é da edição inglesa, pois tem no canto superior esquerdo o logotipo da RCA Victor, mas nós do PALIgAP possuímos um exemplar americano (Dunhill) com as características acima. E depois conseguimos outro exemplar, também da Dunhill, cuja capa continua não-metalizada, e retorna o feioso logo BTBW! E o curioso é que o envelope interno (com propagandas de outros discos da gravadora) é o mesmo em todos esses lançamentos (inclusive o que vou citar daqui a pouco), indicando que é tudo da mesma época!

De volta à época da primeira edição. Quem sabia que o disco tinha saído em Mono? Conseguimos esse raro exemplar, ouvimos e nos deu a impressão de não ser um mono mix, mas sim um mono redux (que alguns chamam de "falso mono"). Uma edição bem chique para enfeitar nossa prateleira (de novo a capa heavy metal thunder), mas o disco stereo é bem melhor de se ouvir.